HISTÓRIA DA CIDADE

PRÉ HISTÓRIA:



Pré História em Saquarema Os Sambaquis, montes de conchas, demonstram que os primeiros

habitantes de Saquarema eram caçadores e coletores de moluscos, frutas, sementes etc, que

ali habitaram provavelmente atraídos pelo mar e a lagoa. Os sambaquis constituem um dos

mais notáveis patrimônios culturais da região. Em Saquarema, eles vêm sendo estudados pela

equipe de arqueólogos do Museu Nacional (UFRJ) desde 1987. Os sambaquis foram

descobertos em meados dos anos 70 por moradores da região. Até o momento foram

catalogados 24 sambaquis, datados de 4520 ± 190 a 1790 ± 50 anos antes do presente. O

sambaqui da Beirada é o mais bem estudado e onde a Prefeitura instalou uma exposição com

o material encontrado. Os trabalhos arqueológicos foram conduzidos pela Professora Linda

Kneip, recém falecida. Releva mencionar que em Saquarema existe um artesanato variado

como cestaria e trançado em taboa, taquara, bambu, cipó, folha de ubá e de bananeira, bem

como objetos em cerâmica e corda.

 



HISTÓRICO DA OCUPAÇÃO:



Histórico da ocupação Na primeira metade do século XVI, D. João III mandou organizar uma

frota composta de 2 naus, 1 galeão e duas caravelas e confiou a direção desta frota a Martin

Afonso de Souza, dando-lhe poderes extraordinários, entre os quais, o "tomar posse e colocar

marco em todo território até a linha demarcada". A frota zarpou do Porto de Lisboa em 3 de

dezembro de 1530. Chegando à Baia de Todos os Santos, Martin Afonso de Souza reiniciou sua

viagem para o sul em março de 1531. Passados dias, após contornar Cabo Frio, fundeou no

"Costão", em frente ao antigo "Morro do Canto", situado próximo a Barra Nova. Nesse local

encontrou um número razoável de membros da tribo dos Tamoios, obedientes à chefia de um

índio chamado de "Sapuguaçu". Eles denominavam o local de Sacoa-yrema, que significa “Lago

sem Conchas”. Eles moravam em choças construídas com troncos de árvores e cobertas com

palhas de "tábua" ou "Pita". Suas embarcações feitas de um só tronco eram ligeiríssimas,

causando espanto aos descobridores, devido à rapidez e perícia com que eram dirigidas. Os

Tamoios eram ótimos canoeiros. Sempre foram aliados dos franceses e por isso foram

exterminados pelo então governador do Rio de Janeiro, Antonio Salêma.

Dada a extensão do território da Capitania, muitos anos se passaram antes que as terras de

Saquarema recebessem os benefícios da civilização. Só em 1594, os padres da Ordem do

Carmo por elas se interessaram, pleiteando e obtendo, em 5 de outubro desse ano, a doação

de algumas sesmarias localizadas na região. Após a chegada dos Carmelitas, outras sesmarias

foram concedidas nas redondezas das suas, o que motivou a criação de várias fazendas nas

terras de Saquarema. Em 1660 ou 1662, Manoel Aguilar Moreira e sua esposa, D. Catarina de

Lemos, desejando proporcionar assistência religiosa aos habitantes de sua fazenda e das já

existentes na vizinhança, fizeram erguer uma capela em honra a Nossa Senhora de Nazaré de

Saquarema, justamente no local onde hoje se ergue a igreja-matriz.

A Igreja era uma pequena capela de 1662 até 1675, quando foi construído um templo de

maiores dimensões. No final do século XVII a cultura do café sobressaía em Saquarema que,

em 08 de maio de 1841, obteve a sua emancipação político-administrativa, quando o Visconde

de Baependi, Vice Presidente da Província, concedeu a categoria de Município ao Arraial de

Nossa Senhora de Saquarema, que até então pertencia à Comarca de Cabo Frio. A propósito,

há uma lenda pitoresca, difundida pelos antigos pescadores locais: "o templo estava em

condições precárias por volta de 1820 e tentaram construir a igreja em outro lugar, mas a

imagem da Santa teimava em reaparecer no local original, o que determinou a construção da

Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazareth no promontório à beira mar, em 1837”.

(TRECHOS RETIRADOS DA AGENDA 21 COMPERJ)

HISTÓRIA DO FESTIVAL DE SURF E ROCK

Há quase 30 anos, o clima era de romantismo, liberdade e rebeldia. Imaginem só... milhares de

jovens, em suas barracas de camping, fincadas na praia de Itaúna, em Saquarema. Esta era a

cena do lendário festival de surf na década de 70, mais conhecido como o “Woodstock

Brasileiro.”

A cidade foi o cenário isolado onde o estilo hippie de Woodstock se misturava à geração

bronzeada.

Durante o lendário festival, “Som, Sol, Surf, Saquarema”, a cidade viveu o seu verão do amor.

A praia de Itaúna ficou tomada por centenas de barracas. Segundo a revista Música (nº 2,

julho/1976), "com cerca de dez mil habitantes, Saquarema foi sacudida de repente por 40 mil

pessoas, de muitos lugares diferentes. Não existia pousada, restaurante nem chuveiro para os

freqüentadores. A falta de conforto não espantava os milhares de jovens que encontravam ali

uma forma de fugir da repressão política da ditadura militar.

O lugar ganhou uma aura mágica ainda maior quando foi comparado aos melhores “picos” de

surfe do Rio. E foi época que aconteceu a grande explosão do surfe. Começava-se a descobrir o

Havaí.

O surfe interessava menos como esporte e mais por sua capacidade de atrair as meninas

bonitas, os músicos roqueiros e elementos marginalizados, como os cabeludos rebeldes e

cigarros de maconha.

O ambiente levou Nelson Motta, como ele mesmo conta no livro Noites Tropicais, a escolher a

cidade para realizar o festival “Som, Sol e Surf” em pleno campeonato de 1976. Motta

convidou Rita Lee, o roqueiro capixaba Flávio Spiritu Santo, Raul Seixas, a banda de heavy

metal Made in Brazil e a então novata Angela Rô Rô para o campo do Saquarema Futebol

Clube.

O primeiro dia de show foi cancelado depois de uma chuva forte alagar a sede do evento.  As

apresentações realizadas nos dias seguintes, de acordo com Motta, foram apenas medianas,

embora os menos críticos tenham achado nada menos que históricas. “Tinha Raul Seixas

ensandecido e Flavio Spiritu Santo tocando de ceroula para quase 20 mil pessoas extasiadas”, –

recorda Fred D"Orey, revelação no campeonato de 1977 e atual dono da Totem, loja de moda

praia.

O tempo passou e todo esse clima mudou... Mas as ondas perfeitas continuam rolando por

aqui para aqueles que ainda buscam Saquarema como pico de perfeição... E posso lhe dizer,

caro amigo: Algo muito mágico ainda permanece no ar...

Trechos retirados do site: universodamulher

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